sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Internet e o Camelô

       O camelô da 25 ou da Sé não deve se preocupar com a fiscalização, com a polícia, com ninguém. Ele, com sua banquinha, cheia de óculos “Made in China”, vídeos, filmes, CDs e tudo o mais hoje em pleno uso. E não se deve apavorar, nem “oferecer” propinas às autoridades que o admoestam pois a “internet” se sente dona de tudo e favorece ao pirata universal.
       O governo, levado pelo imenso amor aos “sem terra”, sem teto” agora dá amplo apoio aos “sem arte”, sem livros, sem música, sem fotos, sem notícias e sem editoriais jornalísticos.
       A “internet”, as grandes empresas de comunicação virtual, milhardárias, invadem a proteção deferida ao direito de autor de forma insidiosa, criminosa até. Os jornalistas já não mais merecem respeito e seu trabalho é divulgado sem a menor autorização, sem crédito, como se ao “pirata” fosse dado o direito de uso. Ora, está na “internet” eu posso reproduzir, seja lá o que for. Como sobrevive, como se alimenta, como paga o aluguel, o plano de saúde, a escola do filho, qualquer criador de obra intelectual se o “liberou geral” impera sob a mais cândida tolerância do governo? Ah! O camelô é peixe pequeno, daí a permanência do seu temor.

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