segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Aos advogados militantes

            A advocacia é uma arte, muito bela, muito fascinante. É uma arte que requer um universo de conhecimentos, rapidez de raciocínio e muita lógica.

            A ética é o esteio do profissional sério. A educação é ferramenta básica no trato com os magistrados, serventuários e clientes.

            A firmeza, também, indispensável para que não se deixe tripudiar por ninguém.

            Talvez a firmeza seja o ponto fundamental pois, sem ela, o advogado perde a sua estatura moral.

            Hoje, porem, o nível dos representantes do Poder Judiciário caiu, salvo honrosas exceções, ruiu por terra.

            O conhecimento é de pouca maestria, a ética está desaparecendo, a educação doméstica passa ao largo e a firmeza virou grosseria prussiana medieval.

            O desenrolar da vida, dos processos, é uma vergonha. São as greves, os feriados, as férias, os dias enforcados, a preguiça, o péssimo funcionamento dos cartórios, enfim, tudo está se transformando num verdadeiro caos.

            Ninguém se coloca na posição de responsável embora haja o preenchimento dos cargos, das funções, dos pagamentos.

            O advogado vê, diariamente, distorções morais, omissões ao ponto de uma citação inicial demorar mais de TRÊS ANOS!

            Parece mentira ou desídia do profissional mas não é. Temos prova material.

            Pior, manda-se expedir cartas ao “autor” para prosseguir, sob pena de extinção! É assim que se cumpre as ordens do CNJ?

            Só que, há pedidos e mais pedidos não juntados ou não lidos.

            A coisa é muito grave e não se tem a quem recorrer e se houver tentativa para tanto, há o risco da vindicta, da retaliação.

            Representar à Corregedoria, para que?

            A pena máxima, a pena de estarrecer é a aposentadoria compulsória, sem prejuízo dos proventos integrais.

            É ironia, é desrespeito ao cidadão.

            Não teem tido os advogados quem os representem sem temor reverencial, sem medos, sem interesses.

            Cuidar das suas mazelas processuais, bater às portas dos Tribunais exigindo trabalho, honestidade, proficiência. Ir à imprensa séria. Lutar. Exigir que andem os processos, respeito pelos que os atendem com a natural reciprocidade.

            Gostaria de ver e participar de uma associação que pudesse ser porta-voz dos profissionais, no seu “dia a dia”, nas suas aflições, agindo por sua conta e ordem nos momentos difíceis.

            Vamos pensar juntos?

            Nossos problemas são locais, são dos profissionais. Deixemos as coisas do Paquistão, Cuba, Sérvia, Croácia e cuidemos das coisas dos advogados.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Esfacelamento dos Poderes da República

                  Um livro, por mais singelo que seja, hoje, no Brasil, colocado ao público leitor, não pode, em hipótese nenhuma, abordar o tema “Esfacelamento dos Poderes da República”.
                  A coisa é muito séria e não se pode, em sã consciência, deixar de dizer-se aos jovens, o que está acontecendo.
                  Os poderes executivo, legislativo e judiciário, tripé de Montesquieu, “independentes e harmônicos entre si”, no Brasil de hoje, esfacelados, geram o medo, o temor da chegada de fatos e situações incontroláveis. Todos os três perderam a compostura, a dignidade, o respeito.
                  Lembremos alguns fatos incontroláveis. O mensalão, da chefia da Casa Civil do governo Lula, na pessoa do ministro todo poderoso, Zé Dirceu.
                  Compraram-se votos no Congresso, compraram-se “parlamentares” para mudar de partido; compraram-se jornais, revistas e televisões; Dinheiro para “acabar” com a pobreza distribuída a miseráveis numa forma asquerosa de suborno eleitoral com o pomposo título de “bolsa família”, “bolsa escola”, bolsa de fabricação de preguiçosos, beberrões e coisas do gênero.
                   Pura e imoral demagogia. Ministros “punidos” e perdoados, autoridades que “ nada sabem, nada vêem”.
                   Impostos escorchantes, contratos imorais, projetos megalomaníacos e imorais como a transposição do Rio São Francisco, mera forma de desviar bilhões e bilhões, leitores, para matar o Rio, empobrecer as gentes e enriquecer políticos e empresários da Engenharia. Financiam-se partidários “companheiros” para invadir propriedades, sem escrúpulo, sem respeito ao direito do cidadão ( art.5º da Constituição Federal). O executivo silencia, aceita. Os bancos sob a proteção do Executivo cobram juros de até 20% (Vinte por Cento) ao mês. Um escândalo, uma imoralidade capaz, porém de financiar e dar suporte a governos pouco corretos.
                  A justiça morosa não reprime e legislativo aplaude.
                  Os Institutos de Pesquisas brincam com os números e induzem a sociedade a acreditar em porcentagens enganosas. E assim continua o Brasil até que seu povo acorde.