O ser humano, realmente, é algo muito estranho e diferente. Não há um dia e, às vezes, durante a noite ele se depara com uma gama infindável de problemas.
São problemas entre marido e mulher, pais e filhos, vizinhos, amigos, parentes, sócios, empregados, parceiros, concorrentes, negócios, paixões, carros, colégios, religião, política, enfim, o cérebro não para de criar, sentir e imaginar um milhão de situações as mais diversas.
Então, o homem já acorda cansado, “estressado”, põe o indumentário e vai à luta.
O elevador não vem, o porteiro interrompe o seu andar, o automóvel não “pega”, a gasolina está na reserva quando, por sorte, o pneu não está vazio.
Chega ao escritório e vê que os seus auxiliares não chegaram: o trânsito com certeza.
A mesa cheia de problemas e o escaninho do “contas a pagar”, entupido até a boca.
O telefone toca e é o cliente que ontem ligou querendo informações do trabalho acordado. A água acabou, idem as toalhas do “toilette” e, inclusive o papel higiênico.
O gerente do banco ligando, o vendedor da telefônica, do canal por assinatura, da revista, do plano de saúde e do investimento imobiliário.
Durante o almoço só se fala de negócios, de trabalho. Há, ainda, aquela reunião fora para o absolutamente nada. Toma-se água e cafezinho e marca-se outra para a solução final. De que? Ninguém responde. Mas agenda-se assim mesmo pois o fato faz parte do “dia a dia”.
Todos negam mas correm apressados para ver a novela das oito, o Jornal Nacional ou o mundo cão dos diversos canais povão.
Misérias, sexo, estupro, corrupção dos membros de governos, drogas, “opções” de vida amorosa, tudo de ruim que a sociedade produz.
Dorme ou tenta dormir tomando até tranqüilizantes “faixa-preta” pois, ao final da noite, seu time de “footbal” perdeu.
Acorda, no dia seguinte e começa tudo de novo.
É o retrato do ser humano.
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